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Entrevista com DANIEL BATERA - Revista Modern Drummer Fev 2009


Entrevista na íntegra com: DANIEL BATERA

Por: DANIEL AMBRUSI

Publicada “em parte” na Revista Modern Drummer Brasil em fevereiro de 2009.

No dia 01 de Dezembro de 2008, aconteceu no teatro SESI localizado no centro do Rio de Janeiro o 5º e último “Daniel Batera Convida” do ano de 2008. O evento que é uma das maiores referências no meio bateristico carioca, contou com as apresentações dos músicos Daniel Batera idealizador e organizador do evento, e como seu convidado Camilo Mariano que atualmente acompanha a cantora Maria Rita.

Daniel Batera apresentou o seu projeto instrumental que leva o nome de DX2, um duo composto por bateria e guitarra onde Daniel mostrou muita versatilidade fazendo assim 2 sets. No primeiro nos mostrou um som poderoso, com uma pegada muito firme de Rock. No segundo, Daniel mostrou toda sua sensibilidade e dinâmica tocando Bossa,  Samba, Funk e Drumn’Bass.

A apresentação do convidado da noite ficou por conta de Camilo Mariano, um dos maiores bateristas da atualidade. O músico apresentou-se com sua banda Banana-mix, mostrando ao público toda a sua brasileirice e versatilidade, tocando temas mistos de: Samba, Funk, Baião, Frevo e algumas influências de Jazz, temas bem convencionados e com muita musicalidade.

Nesta entrevista saberemos um pouco mais sobre a vida e a carreira de Daniel Batera, um músico gaúcho que tem feito a diferença no meio musical carioca.

Ambrusi: Com quantos anos você começou a tocar bateria e o que te levou a escolher este instrumento?

Daniel Batera: Iniciei em 1988 com apenas 8 anos de idade. Mas foi com 5 anos que a bateria me escolheu, quando vi a banda da igreja onde meu pai tocava teclado se apresentando com bateria, o que era muito raro naquela época, e me apaixonei. Com 8 anos comecei tocando em minha igreja na cidade de Porto Alegre, sendo o primeiro batera a tocar todos os domingos em uma igreja no RS de que eu tenha conhecimento, e dali prá frente só fui me envolvendo cada vez mais com este instrumento que veio a se tornar minha profissão.

Ambrusi: Quais foram as suas influências?

Daniel Batera: Minhas influências iniciais foram baseadas nas músicas tocadas em minha igreja e em viagens com a banda dela, e era uma igreja moderna prá época, o que foi muito bom pois funcionou como uma banda de baile, onde eu tinha que me virar para conseguir tocar de tudo um pouco, e dessa maneira ganhei muita estrada. Quando criança dormia ouvindo fitas cassete de bandas de White Metal como Stryper, Deliverance, Tourniquet e outras, e era muito influenciado por meu pai ouvindo discos de vinil de grupos como Vencedores por Cristo (MPB Gospel) e grupos vocais como Prisma e Acapella, que me deixaram versátil quanto a gosto musical. Aos poucos fui conhecendo melhor um mundo fora do gospel e descobrindo bons bateras nacionais e gringos que vieram a me influenciar cada vez mais, começando por meu mestre na bateria, ARGUS MONTENEGRO (em memória), seu filho Zé Montenegro, Kiko Freitas, Carlos Balla, Robertinho Silva, Renato Massa, Duda Neves, Buddy Rich, Dennis Chambers, Vinnie Colaiuta, Steve Gadd, Alex Acuña, Dave Weckl, entre inúmeros outros, que preciso e devo citar mas o espaço aqui é pequeno para caberem todos.

Ambrusi: Você acha fundamental o auxílio de um professor no início dos estudos?

Daniel Batera: Hoje chegamos na era do virtual, onde todo mundo cada vez é mais independente, em que no banco fazem de tudo para não irmos aos caixas, e sim nos relacionarmos somente com uma máquina, e hoje você raramente marca de se encontrar ao vivo com um amigo, pois é mais prático e rápido se encontrar no MSN. Dessa mesma forma cada vez mais os atuais aprendizes buscam formas mais alternativas e sem gastos, e o mais engraçado é ver quando esse batera, que nunca teve aula, anunciar aulas suas para tentar tirar algum dinheiro através deste artifício, seja sua aula de qualidade ou não, esteja ele preparado para isso ou não, e isso é lamentável. Não acho, tenho CERTEZA de que um bom professor faz toda a diferença na vida de um estudante, seja lá o que essa pessoa queira aprender e independente de alguns poucos bateras autodidatas obterem sucesso sem terem estudado com professores. Digo isso por experiência própria, pois fui autodidata durante 9 anos e quando entrei na aula com Argus Montenegro minha vida como baterista se transformou completamente, e para muito melhor. Ainda tive algumas aulas com Zé Montenegro quando Argus não podia, e carrego os ensinamentos de ambos até hoje comigo, sabendo que ainda tenho muito a aprender para o resto de minha vida. Creio que muito além dos bateras procurarem bons professores para aprenderem e evoluírem de verdade, tais professores devem também dar aula somente se amarem esta função, pois devem fazer isso estando realmente preparados e tendo sempre em mente que estarão formando novos músicos de qualidade, que tenham condições de seguir em frente com seus próprios pés e com seu próprio som, sem dependência a seu professor e sem serem “papagaios”somente repetindo o que seu professor ou outros bateras tocam.

Ambrusi: Agora falando sobre seu projeto, como surgiu a idéia do evento “Daniel Batera Convida”? com que intuito? e quais foram as influências?

Daniel Batera: A idéia surgiu da necessidade que vi de termos no Rio de Janeiro, assim como em quase todo o Brasil, um evento cultural periódico dedicado a bateristas e amantes da boa música. No caso desse meu evento fiz de 2 em 2 meses, mas a vontade é de chegar um dia a fazer mensalmente, ou até quinzenalmente. Meu intuito foi primeiramente querer mostrar ao público meus próprios trabalhos, e ao mesmo tempo abrir espaço para colegas fazerem o mesmo. Desde o início minha intenção foi a de mostrarmos projetos ao vivo, sem Play Along, ou seja, diferente da maioria dos workshops de bateria que rolam por aí, e dessa maneira ter a presença de outros grandes músicos que não são bateristas também presentes além de ter nisso um diferencial em meu evento. Essa idéia surgiu de uma necessidade, e pensei comigo que se não começar por mim que ninguém faria. Quis mostrar aos meus colegas que se cada um tiver a mesma iniciativa poderíamos multiplicar os espaços para apresentarmos nossos projetos, descobrir novos talentos, abrir um campo e uma cultura mais digna para a música instrumental no Brasil, mas tudo dá trabalho, e a geração Fast Food está muito acostumada a ter tudo pronto na mão, e na hora de botar a mão na massa tudo parece ser difícil demais. Aprendi na vida que “Sucesso”só vem antes de “Trabalho”no dicionário e quero mostrar que mesmo com tantas dificuldades, que é possível fazer.

Ambrusi: Quais foram as dificuldades que você enfrentou para dar início ao seu evento?

Daniel Batera: Enfrentei não, enfrento. O maior problema é encontrar quem patrocine, apóie, quem queira ser seu parceiro. As empresas nacionais desejam em sua maioria utilizar o bom espaço de publicidade que seu evento oferece através de seu trabalho e esforço, mas na hora de investir algum dinheiro nessa necessidade todos correm, querem publicidade e trabalho gratuito, e o que te fornecem é apenas material de publicidade deles mesmos como se isso fosse algo que lhe ajudasse. No meu caso eu que não tenho empresa, não tenho nada, nem mesmo dinheiro, mas dei meu jeito e tirei de onde não tinha para investir na cultura de nosso país e de nosso instrumento.

Ambrusi: O ” Daniel Batera Convida” é hoje uma das maiores influências do meio bateristico carioca. Você pretende leva-lo para outros estados do Brasil?

Daniel Batera: Com certeza tenho muita vontade, e seria muito interessante fazer isso, pois tenho sido constantemente cobrado nessa questão através da internet por pessoas que olham as fotos de meus eventos e desejam participar mas moram muito longe, mas tudo esbarra exatamente no fato do patrocinador, pois tudo sempre custa e depende de dinheiro, infelizmente. Mas quem sabe não chegamos lá. Agora estou lutando para conseguir manter a edição carioca, procurando patrocinadores fora do meio musical mesmo, o que talvez dê mais resultado. Conseguindo aqui no Rio quem sabe futuramente não saímos em turnê pelo Brasil. Fiquem na torcida.

Ambrusi: O seu evento já contou com a presença de grandes nomes da Bateria nacional como: Guto Goffi, Robertinho Silva, Renato Massa, Pascoal Meireles e agora o Camilo Mariano, além de canjas como: Kiko Freitas e o baixista Ney Conceição. Você pretende em algum evento chamar algum baterista de fora do país?

Daniel Batera: Sim, esse ano mesmo quase fechei com um batera de fora, mas as datas em que ele estaria no Rio não bateram com as datas do evento. Conseguindo um bom patrocínio talvez tenhamos condições de bancar a vinda de um batera somente para isso, e aí o evento com certeza crescerá cada vez mais.

Ambrusi: O que lhe motiva a fazer um evento de tamanha grandeza, visto que você não recebe patrocínio algum para dar continuidade a ele ?

Daniel Batera: Minha motivação está em tocar, em continuar a ser baterista, em um país onde é cada dia mais difícil viver de música e em um mercado saturado por músicos amadores se passando por profissionais e tirando nosso trabalho sem ter preparo algum, além de cobrarem muito pouco ou nada por esse trabalho, o que acaba por desvalorizar a categoria por completo. Tento influênciar cada dia mais essa garotada a ouvir boa música, a desejar realmente se profissionalizar, ou mesmo como hobbie levar mais a sério seus estudos para poderem subir no palco e fazer bonito, dar prazer a platéia com seu som e terem consciência de suas responsabilidades como músico. Fico motivado com os presentes em meus eventos que vem me abordar ao fim de cada edição dizendo o quanto gostaram, e vejo a mentalidade de muitos mudando a partir daquele instante. Quero continuar influenciando outros bateras de forma positiva, assim como sou influênciado por meus convidados e muitos outros colegas todos os dias. Fico motivado ao ver que tenho condições de contribuir, e quero mostrar que todos tem condições de fazer o mesmo por mais espaço em nosso país.

Ambrusi: O projeto DX2, como surgiu? Por que a idéia de só Bateria e Guitarra?

Daniel Batera: Esse projeto surgiu em algumas passagens de som com meu colega Dú (Marcelo) onde sempre fazíamos um som muito redondo, um curtindo o que o outro tocava. Aí foi juntar a fome com a vontade de comer, ensaiamos temas que curtimos, misturamos a outros que criamos e estreiamos o projeto em meu evento. O fato de ser um dueto facilita na composição, os ensaios, as decisões, trazendo uma sonoridade diferente do que todos estão acostumados a ouvir.

Ambrusi: Fale um pouco sobre seus outros projetos.

Daniel Batera: No “DANIEL BATERA CONVIDA” toquei com um projeto diferente em cada um dos 5 shows. No primeiro toquei com minha banda de soul, a BR-SOUL, que tem a proposta de tocar somente músicas nacionais com arranjos em soul. No segundo evento toquei em um conjunto de MPB que originalmente tem outro baterista, mas os arranjadores são grandes amigos com quem já toquei muitas vezes. O nome do grupo é Tribossa. No terceiro evento toquei com o projeto Jazz Influence in Brazil de Joe Black, um projeto gravado experimental para ser apresentado na Alemanha por este grande arranjador que eu gravei e dividindo o palco com outros 10 excelentes músicos. No quarto evento toquei com o cantor pop D’BLACK, nacionalmente conhecido por suas músicas de sucesso, o qual acompanho com muito prazer. Nesse último toquei com o Dx2 já citado anteriormente. Toquei em cada evento com um projeto diferente na intenção de mostrar variedade e versatilidade em meus trabalhos. Além desses projetos toco como freelancer, já dei aulas para mais de 220 alunos no Rio de Janeiro nestes últimos anos, e trabalho com workshops e master class dentro e fora do Rio na intenção de mostrar mais de meus trabalhos, dividir boas experiências e dicas além de divulgar também meus endorsee.

Ambrusi: Como você consegue conciliar sua carreira, como: Músico, professor e produtor de eventos?

Daniel Batera: É realmente difícil, uma verdadeira correria, mas faço cada uma dessas funções com muito amor e um imenso prazer. E agora em maio ainda irei estrear na carreira de pai da Débora, que provavelmente deve começar a fazer sub prá mim, e daqui a uns… 6 anos,  deve tirar o emprego de muita gente…rs.

Ambrusi: Qual o recado que você deixa para a galera que está começando um projeto assim como o seu?

Daniel Batera: Não desistam nunca, façam e confiem em suas boas amizades, não carreguem o mundo em suas costas, dividam e deleguem responsabilidades para terem mais sucesso. Procurem montar um bom projeto e correr atrás de bons patrocinadores. Procurem pessoas já experientes em projetos e em leis de incentivo fiscal, pois pode ser um bom caminho para alcançarem seus objetivos. Fico feliz em poder ajudar no que puder, então podem entrar em contato, me adicionar no orkut, pois fico sempre muito feliz em ajudar no que estiver ao meu alcance.  Podem também conhecer mais de minha trajetória como músico em meu site pessoal: www.danielbatera.com.br

Depoimentos inclusos na entrevista para a Revista Modern Drummer:

Guto Goffi: Daniel Batera convida estreou com a minha participação no início deste ano e é uma iniciativa de um baterista gaúcho, radicado no Rio de janeiro, que demonstra todo o seu esforço e vontade em divulgar sempre o instrumento bateria. Para nós que moramos no Rio de Janeiro é sempre um prazer receber músicos de outros estados que tem interesse em se radicar na cidade. Com o Daniel não foi diferente, eu, Robertinho Silva, Pascoal Meirelles e Renato Massa, Carlos Bala, etc… todos topamos fazer essa participação nos shows e eventos organizados pelo Daniel. Espero que o resultado tenha sido satisfatório para ele, pois o cara deu um gás danado e a gente sabe como é difícil fazer as coisas acontecerem no Brasil.

Renato “Massa” Calmon: O projeto do Daniel Batera é excelente!

Só mesmo alguem com muita paixão pela bateria e pela música em geral, pra enfrentar (e vencer!) os desafios de se produzir um show voltado principalmente para instrumentistas e amantes da música instrumental. O projeto é um sucesso desde a escolha do lugar, um teatro bem central, ao preço do ingresso. Desejo muita saúde e sorte pro Daniel continuar firme nesse projeto, porque energia e competência pra isso ele ja tem.

Pascoal Meirelles: ” Daniel Batera tem desenvolvido a partir de ano de 2008 um evento privilegiando a bateria e os bateristas do Rio de Janeiro.

Cada evento tem sua produção esmerada em detalhes profissionais de realização como manter uma divulgação de cada evento separadamente, suprir um cachê proporcionalmente direto ao arrecadado em cada show e principalmente, dar a liberdade total ao convidado de escolher sua forma musical de apresentação.

Com isso, Daniel Batera conseguiu plena aceitação dos bateristas focalizados. E que posso dizer é que, se sempre existissem evento dessa natureza, focalizando o trabalho de cada um de nós, tenho certeza que estaríamos num patamar de reconhecimento muito melhor.”

Cláudio Infante: Acho a iniciativa do Daniel, uma das possíveis saídas para mudar o panorama do estado de estagnação, na área da música instrumental e os respectivos instrumentistas. Acho que cada músico deve encarar a si próprio, como um artista, que consegue, e gera trabalho por suas próprias mãos. Desejo boa sorte ao Daniel, que empresas se interessem pelo projeto, e vejam o potencial de envolvimento de uma juventude que deseja assistir ao vivo musica feita com energia e qualidade, e não tem muita oportunidade de fazê-lo ao vivo. Tenho certeza que com condições cada vez melhores esse evento pode se tornar referência no Rio e no Brasil.

Kleberson Caetano: Daniel faz um trabalho de perseverança e, como tudo nesse país é conseguido por meio de muita persitência, ele consegue, com maestria, juntar a galera e fazer de uma gig uma festa de música. E é impressionante como o Daniel consegue fazer todo esse trabalho parecer tão fácil. Só muito amor mesmo.

C. Ibañez: O Daniel Batera é sem dúvida um entusiasta da bateria. Além do seu potencial como músico demonstra preocupação em levar a outras pessoas conhecimento e a oportunidade de ver e ouvir grandes bateristas, bandas e projetos. Não é nada fácil realizar um evento do porte como Daniel realiza, tem que ter visão, empreendedorismo e saber correr riscos. Mas Daniel faz isso muito bem , pois saiu do Rio Grande do Sul para seguir sua carreira , seu destino no Rio de Janeiro, aos poucos vai ocupando seu espaço e fazendo história dentro do cenário Carioca e Brasileiro.

A C.Ibañez tem apoiado Daniel desde o seu primeiro evento, pois acredita tanto nos projetos que realiza como na sua capacidade musical.

Daniel Batera é endorsee das seguintes marcas: C.IBAÑEZ, KREST CYMBALS, URBAN BOARDS, POWERCLICK e ISOACUSTIC. E tem apoio de BATERACLUBE.COM.BR.

“Daniel Ambrusi é professor de bateria e percussão. Leciona na Escola de Bateristas Jorge Casagrande no Rio de Janeiro e recebe apoio da loja DELTA PERCUSSION e das marcas: KR CUSTON DRUMS, DRUMMER´S, PRATICÁVEIS ALBERTO RAMOS e HARD BAG”.

www.danielambrusi.com.br

































2 Comentarios...

Fernando Casalecchi

outubro 30, 2011 @ 11:17 pm

Que entrevista sensacional, Daniel! Não consigo entender como um post dessa qualidade não tem sequer UM comentário! É muita preguiça, mesmo! Hoje em dia o povo perde tempo com tanta coisa inútil e acaba não aproveitando tantas coisas boas que a internet proporciona. Parabéns pela entrevista, e gostaria de comentar alguns pontos.

Foi muito inteligente citar que, além dos alunos terem de procurar um bom professor, é fundamental que os batéras que querem ensinar estejam profundamente interessados em criar novos músicos capacitados, que façam isso por amor pela música e não apenas por dinheiro. Sei que tem muito professor por aí “ensinando” só pela grana, e quem perceber que está com um professor desses tem de cair fora RÁPIDO. Por isso escolham bem seus professores, muitas vezes é melhor estudar sozinho com o auxílio da internet enquanto não acha um bom professor, que ficar gastando seu dinheiro à toa.

Também gostei da frase: “Trabalho” vem antes de “Sucesso” no dicionário. Hahahaha, uma grande verdade! Sem trabalho não há sucesso. Tudo que vem fácil, vai fácil.

Ficou claro também que você faz o que faz com muito amor e dedicação. As aulas online só comprovam isso, pois tu não tem nenhum ganho financeiro e mesmo assim tá todo domingo por duas horas ajudando o pessoal. Isso prova que o que te satisfaz é ajudar a galera, é conhecer pessoas novas. Se existissem mais pessoas dispostas a ajudar como você, teríamos hoje muito mais músicos em geral, músicos de qualidade. Infelizmente a maioria pensa somente em si mesmo e não liga para o que acontece com os outros.

Parabéns pela ótima entrevista e por tudo o que tem feito pelos bateristas, Daniel!

Fernando Casalecchi

outubro 30, 2011 @ 11:21 pm

Corrigindo: “Sucesso” SÓ vem antes de “Trabalho” no dicionário. Fiz confusão, hahahah. Mas é uma frase interessantíssima e bem verdadeira.

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